terça-feira, 28 de outubro de 2008

Mundo Virtual

Grupo 1 Idéias grupo: Caroline, Celi, Daisy, Elisabeth, Geny, Maria José, Roberta, Tanara

1. Criar uma Cultura Virtual ou Cibercultura que será necessário estabelecer para movimentar esse "mundo virtual".
2. É Realidade Virtual ("realidade virtual é uma forma das pessoas visualizarem, manipularem e interagirem com computadores e dados extremamente complexos" [6]. Agrupando algumas outras definições de realidade virtual [21, 57, 60], pode-se dizer que realidade virtual é uma técnica avançada de interface, onde o usuário pode realizar imersão, navegação e interação em um ambiente sintético tridimensional gerado por computador, utilizando canais multi-sensoriais. - fonte: http://www2.dc.ufscar.br/~grv/tutrv/tutrv.htm#sumario1.)
3. Possibilita viver diferentes identidades - "personas".
4. Potencializa a interação em função dos avatares - uma espécie de "presença".
5. Levanta a necessidade de trabalhar questões éticas, assim como regras para o mundo virtual.

Sugiro esses materiais, que de certa forma, tem a ver com essas discussões:

* Direitos no secondlife - realidade virtual ou virtual realidade
* O que é o virtual?- http://www.citador.pt/biblio.php?op=21&book_id=948
* http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM861963-7823-A+ARTE+PRODUZIDA+POR+MAQUINAS+E+ROBOS,00.html

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Análise da Função do Tutor

NIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

ESPECIALIZAÇÃO TUTORIA EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA


Analissa Scherer Peixoto
Celi Lutz Lindenmeyer
Elisabete Bisuti Ceron
Maria del Carmen Cabrera Martins
Melissa Meier
Rossana Strunz Coelho dos Santos
Sheila Hahn Camara
Simone Bicca Charczuk

Simone Rocha


ANÁLISE DA FUNÇÃO DO TUTOR


A construção desta análise baseou-se na interação das idéias do capítulo 2 do Manual do Tutor do PEAD e as discussões do artigo intitulado "Tecendo a Rede, Mas com que Paradigma?” apresentadas pela autora Maria Candida Moraes.

Compreendemos que o princípio norteador do curso PEAD - Licenciatura em Pedagogia é a criação e sustentação de uma educação interativa, crítica, responsável, dinâmica nos processos sociais e nas redes de relações. Fazendo uma analogia com o artigo de Maria Candida Moraes onde é citado que o universo informático favorece tanto a racionalidade como também a expressão da sensibilidade, da criatividade e a formação de novos valores que facilitam o desenvolvimento da imaginação, diferentes diálogos do pensamento com o contexto e a abertura ao novo sob o enfoque humanista, o PEAD está utilizando métodos e técnicas que levam em conta as necessidades reais dos alunos permitindo que o conhecimento possa ser construído tanto de modo individual como, principalmente, coletivo.

O Projeto Político Pedagógico do Curso se organiza em função de três pressupostos básicos: A relação entre prática pedagógica e pesquisa, autonomia relativa da organização curricular e articulação dos componentes curriculares que nos remeteu à leitura do artigo sobre o novo cenário mundial, novas metodologias para aprender a aprender, aprender a ser e a viver/conviver, pois as tecnologias da informação e da comunicação, baseadas nestes pressupostos básicos, estão a serviço da inteligência humana indo além de uma simples ferramenta pedagógica para o desenvolvimento de atividades que facilitem o desenvolvimento da autonomia, da solidariedade, da criatividade, da cooperação e da parceria, permitindo a criação de ambientes virtuais, associados aos processos de construção do conhecimento. “São ambientes ou mundos virtuais que podem colaborar, como bem assinala Lévy (1994), para transformação do funcionamento social, para a ativação dos processos cognitivos e para construção de novas representações do mundo” (MORAES, 2000, p. 4). Exemplos concretos realizados no PEAD: Criação dos portfólios de aprendizagens, blogs, wikis; quantidade significativa de professores, tutores de sede e pólo; atividades interativas que propiciam a articulação entre teoria X prática e atividades, leituras, aulas presenciais que levam o aluno a pensar e que vão ao encontro com os objetivos do curso tanto geral como específicos, como por exemplo, “Preparar o professor para a reflexão teórica (meta-reflexão) permanente e a recriação das práticas escolares ao ampliar o conhecimento e o pensamento sobre o fazer pedagógico”(Guia do tutor, 2006, p. 20).

De acordo com a discussão no artigo sobre a construção de uma prática pedagógica mais adequada à evolução do mundo e da vida onde prevalece o pensamento sistêmico. Tal pensamento "... dá maior ênfase ao que é contextual, local e datado, aberto, configurado por determinadas circunstâncias, sabendo antecipadamente que ele nunca constituirá um pensamento completo, por maior que seja o número de conexões que possam vir a ser estabelecidas pela compreensão humana. Isto porque sabemos de antemão que a mente humana não é capaz de captar a realidade em sua totalidade e que sempre existirá a incerteza, o aleatório e o acaso atuando sobre ela. Assim, o pensamento eco-sistêmico deverá possuir uma estrutura sempre aberta, em permanente processo de construção e reconstrução” (MORAES, 2000, p. 8). A proposta metodológica e a organização didático-pedagógica do PEAD está possibilitando a construção do conhecimento, pois prioriza a interação dos professores de diferentes áreas de conhecimento através das interdisciplinas (tema amplo), seminários integradores (articulação: apresentação e fechamento das atividades integradoras e tecnológicas), enfoques temáticos (temas específicos). De acordo com Morais (2000), estas são “relações, conexões, enlaces, vínculos que permitem a interatividade e a interdependência entre o sistema e o meio. É essa conectividade, esse enredamento que existe entre objetos, eventos, fenômenos e processos que vem promovendo o reconhecimento de que o mundo vivo é uma rede de relações ou de conexões dinâmicas. Para Capra (1997), o padrão da vida é um padrão em rede e “olhar para vida significa olhar para redes”, como também nos adverte Maturana (1995)” (p. 7).

As tecnologias digitais vêm inovando formas de acesso à informação, dinâmicas no processo de construção de conhecimento e novos estilos de pensar. O curso PEAD desenvolve várias estratégias de apoio à aprendizagem, tendo atenção constante e individualizada, buscando esclarecer dúvidas, não somente, ao uso das tecnologias, mas de todo o processo de aprendizagem, como por exemplo, interações entre os professores, tutores e alunos através de fóruns de debate, e-mails, programas como o Breeze, lista de discussão, webfólios, trabalho nos pólos (desenvolver autonomia, estudos, pesquisas, etc...), momentos presenciais, oficinas tecnológicas e também o aluno-professor do curso terá estágio supervisionado para integrar os conhecimentos teóricos desenvolvidos no curso x prática. “Por exemplo, um dos parâmetros fundamentais que todo sistema possui é o seu Ambiente, aquele algo maior que o envolve, que tanto pode ser um envoltório material qualquer, como também um campo energético onde as interações e as relações ocorrem. Para Maturana (1995), ambiente é o espaço onde o ser vivo se realiza como entidade autopoiética. É o espaço relacional entre o sistema e o meio, o local onde ocorrem as trocas energéticas, materiais e informacionais nos mais diferentes níveis” (MORAES, 2000, p. 6-7).

Para cumprir com a base da metodologia interativa e problematizadora do PEAD foi desenvolvido um sistema de orientação que envolve professores e tutores de sede e de pólo que têm diferentes funções pedagógicas, sociais e organizativas. Em geral a função do tutor no pólo é proporcionar motivação, esclarecer dúvidas, ter diálogo, orientar e também desenvolver orientação coletiva em atividades presenciais estabelecendo vínculos individualmente. E o tutor de sede tem formação geral ou específica nas interdisciplinas, ele deve facilitar o acompanhamento dos alunos aos enfoques temáticos e às atividades relacionadas. “Somente assim será possível utilizar as novas tecnologias para construirmos redes de conexões não apenas preocupadas em favorecer o acesso à internet às populações carentes e marginalizadas, mas que, além disto, estejam simultaneamente voltadas para o desenvolvimento de uma inteligência coletiva, para o exercício de uma cidadania planetária fraterna e solidária e para a construção da paz associada ao desenvolvimento de talentos para a ciência, a beleza, a solidariedade e harmonia, como pretende Fagundes (1999)”. (MORAIS, 2000, p. 11).

No que se refere às funções específicas dos tutores de pólo, estas podem ser definidas como o acompanhamento presencial dos alunos, o incentivo à organização de grupos de trabalho, auxiliar na utilização dos recursos tecnológicos e fortalecer o vínculo dos alunos com o curso. Além disso, o tutor do pólo está em contato direto com os tutores da sede e com os professores das diversas interdisciplinas para acompanhar o andamento do curso e poder orientar os alunos. Já o tutor de sede auxilia diretamente o professor responsável pela interdisciplina debatendo sobre as atividades previstas e acompanhando os alunos na realização das mesmas. A partir do texto de Moraes (2000), podemos pensar que professores e tutores (de pólo e de sede) formam um sistema complexo responsável pelo acompanhamento dos alunos no processo de aprendizagem e, nesse sentido, podemos vislumbrar um espaço de docência compartilhado, no qual todos os participantes dessa equipe interdisciplinar cooperam visando a promoção de espaços nos quais os alunos possam construir conhecimentos.

Com o auxílio da leitura do artigo, do manual do tutor e da nossa experiência como tutores concluímos que estamos alcançando um nível de interação e que as intervenções feitas (professor x tutor x aluno) estão evoluindo e cumprindo com os objetivos do curso, quais sejam, a construção do processo de aprendizagem, a formação de pessoas que criem culturas de rede, indo além de um simples curso a distância. Não estamos desenvolvendo a concepção empirista da educação que fortalece o pensamento positivista, prioriza a função informativa do computador e instrucionista da educação, mas o PEAD está desenvolvendo “o pensamento educacional eco-sistêmico [que] nos incita, portanto, a criar novas metodologias que reconheçam a existência de uma natureza viva transdisciplinar nos processos de construção do conhecimento (Baserab Nicolescu, 1999), diferentes das metodologias decorrentes das ciências moderna e antiga. Uma metodologia que seja capaz de mediar os diferentes diálogos entre as diversas áreas do conhecimento e que, ao mesmo tempo, compreenda a co-evolução do ser humano em sintonia com o universo” (MORAES, 2000, p. 10).


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


CARVALHO, M. S.; NEVADO, R. A .; BORDAS, M. C. Guia do Tutor. Porto Alegre: Gráfica da UFRGS, 2006.


MORAES, M. C. Tecendo a rede, mas com que paradigma? Encontro Internacional de Educação para a Paz. Universidade de Genebra, setembro de 2000.

sábado, 25 de outubro de 2008

Second Life - Candidatos a presidente

Lendo o Jornal Zero Hora, do dia 24-10-08, chamou-me a atenção a notícia abaixo:
Campanha eleitoral invade o Second Life
Keith Mandell, 36 anos e Gordon Olivant, 43 anos, conduzem as campanhas de Barack Obama e de McCain, respectivamente, pela presidência dos Estados Unidos, no Second Life. Os simpatizantes, em torno de 1000 do primeiro e de 400 do segundo, reúnem-se, através dos seus avatares. Acompanham os debates presidenciais, fazem camisetas, cartazes e letreiros, realizam campanhas para inscrição de eleitores e são ativos politicamente.
É uma alternativa para quem cansou ou não gosta de participar de campanhas reais. (Jornal Zero Hora, caderno principal, pág.30, de 24-10-08)
É mais um exemplo que nos faz acreditar de que o Second Life pode ser um recurso importante para ser utilizado em sala de aula com os alunos. Os estudantes podem ser desafiados a defender as suas idéias através de seus avatares. Poderá ser um diferencial, inclusive, para os alunos que têm receio de se expor nas aulas presenciais.

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sábado, 4 de outubro de 2008

Toondoo

Fiz a minha estréia no http://www.toondoo.com. É um programa que permite inúmeras possibilidades de construção de tirinhas, que podem ser apresentadas, inclusive, na forma de livrinhos. Consegui enviar o meu primeiro feito, de nome Susto, para amigos, via e-mail. Ainda preciso descobrir uma série de recursos que disponibiliza. Tomei conhecimento do programa, através da professora Liliana, na noite da última quinta-feira, quando o assunto fez parte da sessão de orientação às alunas, relativas aos projetos de aprendizagem. A minha sensação foi de grande alegria, apropriando-me, pelo menos um pouco, de mais essa ferramenta, que representa um bom recurso a ser utilizado pelas alunas-professoras nas suas salas de aula.
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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Experiência com o Second Life

A primeira vez em que ouvi falar em Second Life foi num encontro sobre blogs, na FEEVALE, em 2007. Foi, no entanto, em Caxias do Sul, no Seminário sobre Ambientes Virtuais, nos dias 23 e 24 de junho deste ano, na UCS – Universidade de Caxias do Sul, onde vi um pouquinho do programa, quando a professora da UNISINOS, Dra. Eliane Shelemmer, apresentou a ilha daquela instituição, adquirida através da premiação de um projeto. Retornei do evento com grande vontade de conhecer melhor o programa e descobrir as suas possibilidades de aplicação na sala de aula. Para a minha surpresa e alegria, no dia 11 de agosto, tivemos um encontro com o professor Jeremiah, na interdisciplina de Metodologia, sob a coordenação da professora Marie Jane. A partir daí, foram muitas tentativas para baixar o programa e, finalmente, entrar na região disponibilizada pelo professor, a Região Gaúcha. Foi depois de várias tentativas frustradas que descobri, através de um técnico em informática, colega de trabalho, e da confirmação através da lista de discussão, que o computador precisa apresentar requisitos mínimos para que o programa possa rodar, ausentes na máquina onde estava instalado o programa, no pólo. Deve ter uma boa memória RAM, um processador atual e, em especial, a placa de vídeo precisa possuir boa memória. Ainda me sinto como que no início de uma alfabetização, embora já tenha realizado diversas descobertas, suficientes para acreditar que o Second Life pode ser utilizado como mais uma ferramenta de trabalho em sala de aula com os alunos. Penso que vale a pena refletir sobre essa questão. Vislumbro a sua utilização nos diferentes níveis de escolaridade. Pode ser usado para aproximar as pessoas que estão distantes fisicamente, através dos avatares, inclusive, alunos da Educação a Distância; na construção de conceitos como espaço e tempo, entre outros.

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segunda-feira, 12 de maio de 2008

Currículo, narrativa e o futuro social

Perguntas de apoio para exploração do texto de GOODSON, Ivor.


GOODSON, Ivor. Currículo, narrativa e o futuro social. Revista Brasileira de Educação. n° 35, 2007. p. 241 - 252.


1. O autor faz referencia a três tipos de aprendizagem. Faça um breve comentário a respeito de cada um desses tipos.
- primária: primeiro nível de aprendizagem de conteúdos do currículo formal;
- secundária: deutero, que é o processo subterrâneo do aprender a aprender. Não depende tanto do professor e do aluno, mas mais do ambiente em que vivem a sua vida.
- terciária: aprender a quebrar a regularidade, a reorganizar as experiências fragmentadas, a romper com as prescrições predeterminadas do currículo, a apropriar-se e narrar o seu próprio currículo. Aprender a ser um ser social em um determinado ambiente, aprender sobre si mesmo como pessoa e definir um projeto identitário.

2. Em que crença se baseia a ideologia do currículo como prescrição?
Qual a ideologia que comanda o currículo como prescrição?
A ideologia do currículo como prescrição se baseia na “crença de que podemos imparcialmente definir os principais ingredientes do desenvolvimento do estudo, e então ensinar os vários segmentos e seqüências de uma forma sistemática”. A ideologia que comanda o currículo como prescrição é a dominante (quanto mais poderoso e rico mais terá influência na definição do currículo).

3. O currículo como prescrição sustenta algumas místicas que carregam alguns “custos de cumplicidade”. Quais são estes custos?
As místicas que o currículo como prescrição sustenta é que a especialização e o controle são inerentes ao governo central, às burocracias educacionais e à comunidade universitária. Há a aceitação de que existem as relações de poder e de que pode haver uma convivência pacífica desde que ninguém as revele.
Os custos de cumplicidade envolvem a aceitação de modelos estabelecidos de relações de poder. O pouco do poder cotidiano e da autonomia das escolas e dos professores dependem da aceitação dessa “realidade”. Talvez por isso os professores fiquem em silêncio e também sejam deixados de fora do discurso da escolarização. O financiamento dos estudos dos currículos foi direcionado para os que se beneficiam com a mística, como as universidades.

4. Explique a relação estabelecida pelo autor entre os conceitos de: currículo, prescrição, poder e exclusão.
O currículo foi basicamente inventado como um conceito para dirigir e controlar o credenciamento dos professores e sua potencial liberdade nas salas de aula. É um mecanismo de reprodução das relações de poder existentes na sociedade. Os filhos de pais ricos e poderosos beneficiam-se da inclusão pelo currículo e os das classes menos privilegiadas sofrem a exclusão pelo currículo.

5. Goodson discute a relação entre o conhecimento escolar que é aceito e o que é rejeitado. Para isto toma em conta a invenção das disciplinas de ciências e estudos ambientais. Sintetize seu entendimento quanto às idéias-chave apresentadas pelo autor nesses dois casos.
Para que a inclusão de determinada disciplina ocorra é necessário que atenda aos interesses vigentes, tornando-se, desta forma, “tradicional”, ou seja, aceita. A partir do momento que a disciplina serve para os menos privilegiados, está chegada a hora de retirá-la ou reorganizá-la. Foi o que ocorreu com a de ciências “ciências das coisas comuns”, uma tentativa de ampliar a inclusão social relacionando o currículo de ciências com as experiências do mundo natural de alunos em suas casas, em seu cotidiano e no trabalho. A proposta foi desenvolvida em elementary schools. Como obteve sucesso em sala de aula, melhorando a reflexão dos alunos mais pobres, mais do que as das ricas, ocorreu mudança no seu ensino. Evidência de que não interessa a inclusão social.

6. O autor, baseando-se em Bauman, Z. (2001) afirma que na nova era da organização flexível do trabalho, o currículo produtivo é totalmente inadequado, requerendo uma substituição por novas formas de organização da aprendizagem. Assim, apresenta o conceito de aprendizagem narrativa relacionando-o ao conceito de capital cultural e simbólico de Bourdieu.
Que implicações para o currículo e para a formação de professores, você percebe em relação ao conceito de aprendizagem narrativa?
Aprendizagem narrativa é um tipo de aprendizagem que se desenvolve na elaboração e na manutenção continuada de uma narrativa de vida ou de identidade. O trajeto, a busca e o sonho são os motivos centrais para a contínua elaboração de uma missão de vida. A aprendizagem precisa ser vista como uma resposta para situações reais, onde o aluno se sinta atraído, engajado.
É necessário que todos os envolvidos com currículo, tanto o especialista como o professor da sala de aula, avaliem, proponham o que de fato é importante ser trabalhado com os alunos, decidam a didática, o material a ser utilizado, com a atenção voltada ao o que está acontecendo, às necessidades, aos sonhos do aluno, para que se concretize o discurso do PPP (Projeto Político Pedagógico), da PP (Proposta Pedagógica). “Passar da aprendizagem prescritiva autoritária e primária para uma aprendizagem narrativa e terciária poderia transformar nossas instituições educacionais e fazê-las cumprir sua antiga promessa de ajudar a mudar o futuro social de seus alunos. ... Fortalecer as faculdades críticas e autocríticas, desenvolvendo as capacidades dos indivíduos para definir e narrar seus propósitos de vida e missões em um ambiente de rápidas mudanças”. (GOODSON, Ivor)

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Aula do ESPEAD - 15 de abril

Com muita propriedade as professoras Mérian e Maria Marta, na aula do ESPEAD, na terça-feira, dia 15 de abril, conduziram o estudo e aprofundamento do texto de Tardiff “Os professores enquanto sujeitos do conhecimento”. Dando seqüência à reflexão anterior e colocando algumas questões discutidas na aula volto com as perguntas que encerram a postagem de 17 de abril, no portfólio.
- Que saberes os professores, nossos alunos do PEAD, trazem para o curso;
- O tutor (aí me incluo) como pode auxiliar o aluno a avançar, a aprofundar os seus saberes, refletir sobre a sua prática, levando-o a melhorar cada vez mais a sua atuação em sala de aula?
Algumas questões:
- não se pode desconsiderar o que se aprende trabalhando, por outro lado, não podemos nos satisfazer só com esses saberes práticos. Aí entra a importância do que já foi estudado e está disponível na literatura e com os autores.
- que fatores auxiliam na aprendizagem ou então dificultam ou mesmo impedem a mesma?
Fica para o tutor o grande desafio de realizar comentários significativos nos trabalhos dos alunos. Inicialmente, acolhendo a resposta do aluno e, a seguir, instigá-lo a continuar aprofundando a sua resposta ou mesmo abrindo o leque da sua reflexão ou dando um novo rumo.
Dou-me conta que a cada nova leitura, a cada aula, a cada nova discussão, a cada conversa com os colegas, com os professores vou aumentando o meu conhecimento, o que não é garantia, no entanto, que eu o consiga colocar na prática, principalmente, com facilidade. Continuo levando um tempo significativo para escrever um comentário e ainda, no final, reconhecer que nem sempre ficou aquele 100% esperado. Com as alunas que vem ao pólo tenho também exercitado as minhas intervenções, principalmente, quando solicitam que eu leia as postagens, as respostas às questões propostas pelos professores.
Procuro, bem mais do que antes, ao invés de dar respostas, fazer perguntas que os façam refletir. Num primeiro momento, podem não interferir tão significativamente naquela resposta já elaborada, mas que, mais à frente, poderão vir a tona.
Encerro a minha postagem, reconhecendo, mais do que nunca, o grande desafio inerente à função de tutor e o quanto que ainda preciso aprender.

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